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Esqueletamento/desponte do café

O esqueletamento/desponte é o tipo de poda mais utilizado atualmente na cafeicultura brasileira, pelas suas vantagens de rápida recuperação das plantas podadas e pela possibilidade de programação da safra. Nessa poda toda a ramagem lateral dos cafeeiros é cortada, assim como é feito um corte na parte superior da haste. Deste modo, na recuperação da ramagem, no pós-poda, ocorre grande quantidade de novas brotações, o que torna necessário prover nutrientes essenciais ao crescimento da ramagem nova.

Dentre os nutrientes importantes na recuperação das brotações destaca-se o zinco, que é um micronutriente que interfere na produção de hormônio de crescimento, portanto sua deficiência vai afetar diretamente a recuperação das plantas podadas por esqueletamento.

Sabe-se que uma parte dos nutrientes necessários aos cafeeiros pós-poda são obtidos da reciclagem do material vegetal podado. No entanto, no caso do zinco, uma das características desse nutriente no solo é a de ficar fortemente retido pelo complexo de troca do solo, em solos argilosos, predominantes nas lavouras cafeeiras. Por isso, a sua disponibilidade nos resíduos na superfície do solo não se torna real, pois ele não se aprofunda no solo e sua absorção pelas raízes fica comprometida. Assim, seu fornecimento preferencial deve ser feito através de aplicações em pulverizações foliares.

O fornecimento do zinco via foliar deve ser feito a partir do início da brotação dos ramos, embora existam pesquisas, em plantas frutíferas de clima frio, que a própria ramagem é capaz de absorver o zinco pulverizado. Não existem pesquisas nesse sentido no cafeeiro.

Nas novas brotações o zinco vai ser importante no crescimento dos nós dos ramos e no desenvolvimento normal da folhagem. Os primeiros sintomas de deficiência de zinco podem ser observados nas folhas novas, em crescimento. Elas se tornam estreitas, retorcidas, quebradiças e ásperas ao tato. Nelas é possível observar um fundo com pontuações de cor amarelada. Os internódios encurtados formam uma “roseta”.

Fonte: Café Point
JOSÉ BRAZ MATIELLO