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O que atrai as pessoas para as unidades de conservação?

O QUE ATRAI  AS PESSOAS PARA AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO?

O contato com a natureza exerce forte atração para a maioria das pessoas, especialmente àquelas que vivem em grandes cidades. Isso é perceptível observando a grande procura por  praças e outras áreas verdes em finais de semana. Há pessoas que até adquirem sítios para residirem ou “ranchos” para serem utilizados nos finais de semana, procuram rios e cachoeiras para se divertirem, cultivam árvores, hortas ou jardins em suas residências ou, pelo menos, mantem vasos com flores em seus apartamentos. Seja pela possibilidade de um ar mais puro, seja pela amplidão dos espaços, seja pela possiblidade de praticar esportes, de ouvir pássaros ou o silêncio… o fato é que o contato com a natureza é fonte de prazer  para a maioria das pessoas, e pesquisas recentes concluem que a proximidade do verde traz diversos benefícios para o ser humano, especialmente para sua saúde mental.

Para aqueles que têm um espírito mais aventureiro, uma ótima forma de entrar em contato com a natureza na sua forma mais primitiva e rica, é conhecer as Unidades de Conservação da Natureza da região, especialmente os Parques, sejam eles federais, estaduais ou municipais. Espalhados por todo o País, nos Parques são encontrados ecossistemas naturais reconhecidamente  de grande relevância ecológica e beleza cênica, com expressiva diversidade de flora e fauna, e têm como objetivo básico preservar esses ambientes naturais e sua biodiversidade, possibilitar a …” realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico , conforme prevê a Lei federal 9.985/00 em seu artigo 10.

Assim, os Parques definem a única categoria de Unidade de conservação – UC que possui o objetivo de receber turistas que procuram os ambientes naturais para lazer.  Para isso, devem estar preparados com recursos humanos e materiais para receber os visitantes, oferecendo-lhes  o máximo de experiências que o local pode oferecer com segurança, sem degradar o ambiente natural. Devem possuir também um centro de visitantes, onde poderão receber informações sobre as características da UC, e a relevância de sua existência e proteção, além de observações do ambiente natural que despertem nos visitantes noções da importância e necessidade da conservação e uso racional dos ambientes e recursos naturais. Devem possuir ainda, instalações que possam oferecer um mínimo de conforto, como internet e outros meios de comunicação, sanitários e uma pequena lanchonete, entre outras.

A infraestrutura instalada nos Parques pode variar: Aqueles de grandes extensões e que possuem diferentes e distantes pontos  para visitação, podem oferecer aos visitantes alojamentos, restaurantes e outras facilidades; outros, menores ou mais próximos de áreas urbanas, pelo contrário, podem dispensar essas acomodações, incentivando que os visitantes utilizem destes serviços oferecidos por particulares, existentes nas proximidades da UC ou cidades próximas.

No município de Campos Altos, encontramos o Parque Estadual dos Campos Altos. Administrado pelo Instituto Estadual de Florestas e com área de 784,92 hectares, possui atrativos naturais relevantes, especialmente voltados para a interpretação ambiental. Devido ainda não possuir infraestrutura voltada para recebimento de turistas, como sede administrativa no interior da área protegida e um centro de visitantes,  está oficialmente fechado para visitação, mas mesmo assim, pode receber pequenos grupos que tenham interesse em conhecê-lo, com agendamento prévio. Recoberto em sua quase totalidade com florestas estacionais semideciduais, o Parque Estadual dos Campos Altos atualmente oferece atrativos que podem ser alcançados apenas a pé, através de caminhadas leves e agradáveis em suas trilhas sob a sombra da floresta, mas que por si só já se caracterizam como um belo “programa” em contato com a natureza.

Durante essas caminhadas, quando os visitantes são acompanhados pelos monitores ambientais do Parque, é possível conhecer e aprender um pouco sobre a floresta, inclusive seus habitantes, como diversas espécies arbóreas, algumas incomuns e de grande porte; poderão ser vistas e ou ouvidas aves desconhecidas para a maioria das pessoas, por serem típicas  de áreas florestais mais conservadas, como é o caso, e com um pouco de sorte, poderão ser avistados alguns animais silvestres, como macacos e queixadas. Os visitantes poderão ouvir informações e curiosidades diversas sobre o Parque, serem  apresentados a alguma espécie ameaçada de extinção, aprender um pouco sobre a história do Parque, ligada à “Fazenda Califórnia” e seu antigo proprietário,  Sr. Oswaldo Araújo, do qual se contam diversos “causos”  – e conhecer sobre a região do seu entorno e seus atrativos.

Visitando o Parque Estadual dos Campos Altos, nos divertimos, aprendemos mais  sobre o meio ambiente, fazemos exercícios físicos, fazemos amigos, esquecemos nossos problemas e trazemos para nossas casas, além de novos conhecimentos,  muitas fotos e boas lembranças, e a vontade de conhecer outras Unidades de Conservação.

A propósito, você que leu essa matéria, já conhece o Parque Estadual dos Campos Altos? Se não, porque não o faz na próxima oportunidade? Faça um contato com os seus monitores, através do (37) 3426-0988, e verifique a possibilidade da visita.

 

Rubens Maciel Cappuzzo – Coordenador Regional de Unidades de Conservação

Ludmila Capingote de Deus – Coordenadora Regional de Proteção a Fauna

Instituto Estadual de Florestas – Unidade Regional Alto Paranaíba