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Claudemir José Rodrigues

Nascido no dia 03 de dezembro de 1978, natural de Campo Belo – MG; Criado no Povoado do Cedro, Município de Nepomuceno – MG. Formado em Licenciatura Plena em Filosofia pela – Faculdades Integradas Paiva de Vilhena – Compus UEMG Campanha – MG. Músico, Regente, trabalha com a técnica vocal, desenvolve trabalhos com corais sua maior paixão. Atualmente atua à frente do Coral São Gonçalo de Amarante. Fundador da Banda de Música União de Escolas, em São Gonçalo do Sapucaí – MG. Membro do Movimento Literário Saberes e Sabores – MLSS – desde o dia 05 de maio de 2012. Idealizador do Movimento Salvem as Bandas. Regente Titular do Sexagenário Coral Campanhense da Cidade de Campanha – MG. Membro, Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico da Campanha, Ocupante da Cadeira 10 como Maestro.


Apresentação

Saudações estimada amiga, amigo leitor do Jornal Campos Altos. Com honra e estima, aceito o convite a integrar o corpo de colunistas deste dileto meio de comunicação. Vamos a partir de hoje, partilhar, crônicas, poesias, analises da atualidade e outros escritos, onde espero poder auxiliá-los na reflexão diária dentro de suas buscas pelo saber.

Aristóteles dizia que uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida, façamos então essa viagem juntos nessa busca constante da sabedoria e conhecimento.



Um texto de alguém muito especial

Hoje quero lhes apresentar alguém especial, muito especial, que faz com que tenhamos as esperanças renovadas. Diante da mediocridade em que submergem a realidade de nossos jovens, deveras, esse que vou lhe apresentar é um verdadeiro farol para todos nós.

Trata-se do jovem Francisco Nogueira Rodrigues, filho de Vaniely Ramos Nogueira e Frank Azevedo Rodrigues, com quatorze (14) anos de idade, cursando o oitavo ano do ensino fundamental. Francisco também é membro do Movimento Literário Saberes e Sabores de São Gonçalo do Sapucaí-MG.

Segue seu texto sobre a Língua Portuguesa. Apreciem.

PODE A LÍNGUA SER PREJUDICIAL A SI MESMA?!

Francisco Nogueira Rodrigues

É uma questão essencialmente simples e, no entanto, diversamente discutida. Ninguém diz em consciência que a língua é prejudicial a si mesma, mas muitos o fazem. E, ao fazê-lo, prejudicam-na tão grandemente, que corre-se o risco de extingui-la. Trata-se de lógica básica: se, supostamente, todos os brasileiros falam português, e se João é brasileiro, ele fala português. Não se pode argumentar que ele não fala e continua sendo brasileiro, já que de acordo com o que se supõe, a condição da cidadania é o domínio da língua de Camões. Depois disso, já que essa discussão supõe saber que em teoria negam-no, em prática é feito, partamos.

Dizer que a língua é uma e que há diversas formas de falá-la e que há uma “forma urbana de prestígio”, que é correta tão somente pelo prestígio, é dizer que a língua é prejudicial a si mesma. Há algumas falas que se ouvem por aí: para que as normas? Devia-se deixar a língua correr livre, solta. Quando se diz isso, de instantâneo acaba-se por dizer que a língua é opressiva a si mesma, quanto a isso, explaná-lo-emos mais para frente. É importante notar outra coisa quanto a estes raciocínios: se se deixasse correr a língua o seu curso, não a teríamos, já que se esfacelaria em dezenas de outros idiomas, para impedir tal coisa existe a gramática. Fato é que a língua é uma e que há diversas formas de falá-la, mas a “forma urbana de prestígio” não é correta tão só pelo prestígio! Se assim fosse, considerar-se-ia correta a forma na terceira pessoa do plural do verbo “haver” quando se quer usá-lo de forma impessoal com objeto no plural. Isto implica uma relativização, que lamentavelmente se vê em outros campos, como a Arte. Há que se dizer: o que é certo, é certo. A língua é uma Arte, é como tal deve ser trabalhada, modelada, de modo a ficar mais bela. Ela tende a beleza e isso nos é natural: quem nunca procurou por palavras mais belas ao conversar com alguém que achasse de uma dignidade alta? Tenho certeza absoluta que ninguém se aproximaria da Imperatriz Dona Teresa Cristina e lhe falaria da mesma maneira com que fala com seus filhos, quando lhes corrige. Uns dirão “variedade”, chamá-lo-ei, por minha parte, Arte. O parâmetro a ser usado é o quão distante está a fala de alguém do correto e a partir daí ver em que ocasião as pessoas costumam falar mais corretamente, em que idade, etc. E não pôr em pé de igualdade um “Há vinte anos atrás” com um “Há vinte anos”. E por quê? Porque existe uma maneira correta de se falar, já que a língua é uma arte – e com

isso não se hão de incriminar as pessoas que não falam corretamente, já que muitas não têm e não tiveram oportunidades de aprender, muito embora isso não signifique que devamos imitar-lhes os erros.

Mas por que dizer que o prestígio é o sustentáculo da norma da língua que aí está é dizer que ela é prejudicial a si mesma? É simples: esse prestígio é vazio, porque ninguém de fato o prestigia, somente uns poucos. Porque, se realmente ele existe, é somente por direito e não por fato, visto que não produz efeitos de realidade. Aos poucos que cabe prestigiá-lo, uns tantos dizem fazê-lo tão só porque a eles outros dão prestígio. Tudo fica numa arbitrariedade: a norma é o que é porque se dá prestígio. Mas por que se dá prestígio?! A resposta que eu lhes dou é que o prestígio é dado porque a gramática funda-se, principalmente, em escritores literários de renome. Eles fazem da língua um primor, moldando-a realmente e eficazmente como uma arte. A gramática não se baseia no prestígio que um grupo de poucas pessoas dá a literatos que escrevem dessa ou daquela maneira, ela se baseia no fato de realmente ser uma arte! E enquanto arte, a gramática dita-lhe as regras para que se consume, se faça. Tais regras e padrões podem ser vistos nos literatos. É tênue a linha entre dizer que a gramática é o que é pelo prestígio – talvez arbitrário? – e dizer que o é por atingir seu fim ao moldar artisticamente o idioma, auxiliada por literatos. Mas ainda sim há uma diferença, porque dizer o primeiro implica em reconhecer que a língua não só se oprime a si, como se prejudica a si, uma vez que a escolha do prestígio que se dá não excede os limites dos livros e que, portanto, se à língua cabe somente comunicar, não há sentido em prestigiar nada e há sentido de se fazê-lo somente por fins de regrar, de maneira a evitar um esfacelamento do idioma, meramente isso. Mas já se se pensa que o fim da língua não é somente comunicar, mas ser efetivamente arte, afirma-se imperiosamente a necessidade da gramática e sua dileta responsabilidade, tanto na efetuação da comunicação, no aprimoramento da língua e na perpetuação da mesma.


“Há de se cuidar do broto?”

– Dia do Estudante –

Estamos vivendo e colhendo os frutos amargos de uma estrutura plantada em nossos inconscientes desde muito tempo, em que um modelo de “educação” vem sendo aceito, ou melhor imposto a todos nós.

O modelo tradicional, onde aquele que já viveu por experiência – conhecimento empírico-, o que de fato funciona, cada vez mais é destruído por esse modelo defendido politicamente.

É fácil pensar: Ninguém em sã consciência deixa uma criança decidir o que ela quer, com base na ideia do conhecimento inato – racionalismo-, mas orienta e mostra como se dão as coisas de acordo com cada costume e cultura, ou seja, o meio onde se nasce. Isso não quer dizer que pela própria natureza do ser humano, não tenhamos algo inato.

Essa tarefa de educar pertence única e exclusivamente aos pais e ou responsáveis. Não é, alias, nunca foi e nunca poderá ser função do Estado, ou qualquer outra instituição. Estes são responsáveis da formação de sujeitos educados por seus pais e ou responsáveis. Mesmo no caso daqueles que são abandonados, terão alguém que lhes serão referência, ou ao menos deveria ser assim. Como nos ensina o atualíssimo Filósofo Mário Sérgio Cortella, “a escola tem a função de ‘escolarizar’, não de educar”. Quando há essa necessidade, nada mais é que o reflexo da má formação da sociedade. E manter e insistir nisso, é alimentar um círculo vicioso.

O igualar tudo é ditatorial. Delegar tudo, ou deixar que o Estado assuma tudo, é deixar que o Estado seja o grande senhor. Isso é totalitarismo.

Esse modelo vigente, embasado no método Paulo Freire, e Jean Piaget, que desvirtuado pelo político, conduz ao desligamento do tradicional, onde professores trazem para si o título de “educadores”, é um grande mal. Isso difere em abismo da Maiêutica Socrática.

Existe uma canção, coração de estudante, de um grande ídolo da nossa música, Milton Nascimento, que exalta ao rompimento com aquilo que é de fato sólido, mesmo que inconsciente, ao adotar essa canção como uma verdade – eis a grande importância da música de um povo: “Há de se cuidar do broto, pra que a vida nos dê flor e fruto”. Não! Definitivamente, não! Obviamente, há muita coisa bela e positiva na canção, mas a análise em questão está somente nesse ponto principal. Cuidar do broto menosprezando a raiz é muito grave. Não há broto sem raiz e tronco. Haja vista o caos em que se encontra a sociedade brasileira.

Na cultura judaico-cristã, mais profundamente nos ensinamentos de Cristo, usa-se metáforas riquíssimas, dentro do contexto e realidade de seus tempos. Temas como, o pastoreio, o dia a dia doméstico, o contábil, o culinário, o medicinal, a pesca, entre outros, e o meu preferido: a agricultura. Essa metáfora transcende os tempos, pois é regra da natureza. Cuidar da raiz e do tronco, e podar os galhos velhos para que o broto cresça de fato vicejante.

Com essa metáfora do campo, do cuidado com as plantas, experiência de vida que aprendi com papai, Zé Bento, na arte da poda do café com a machadinha, reforço minha reflexão. Sim! Cuidar do tronco, adubar as raízes, e os brotos virão por acréscimo.

Cuidar do broto como sendo este o único e soberano, é o que faz esse modelo vigente da área formativa acadêmica da “escolarização”, erroneamente chamado de Educação. Por isso insisto, há de se cuidar da raiz e do tronco para que os brotos tenham seu sustento e a seiva necessária que os nutra.


Justificativas injustificáveis

9 de Abril de 2018

Existem estruturas que não contribuem em nada, nem mesmo para o que seria uma diversão, já que leva tantos a ruína.

Transferir a responsabilidade a outros – insisto nisso -, e sempre justificar tudo, é algo próprio da imaturidade. Nunca se reconhece, nunca se aceita e jamais se admite que perde-se ou erra-se.

Tenho uma opinião sobre futebol, e tenho pensado muito nisso: estou na contramão do mundo. Porém, a minha percepção sobre o tema: inutilidade total. Trava o desenvolvimento de um povo, que sempre quer transferir até mesmo seus sonhos.

Nunca vi um time perder e seus fanáticos torcedores aceitarem. Sempre dá discutição. O que ganha comemora como se tivesse vencido de fato, e o que perde, sempre justifica e não aceita a derrota. Haja vista que até se mata por isso.

Dizem que o Brasil é o país do futebol. De fato é o país da paixão pelo tal, e se confirma: é o pais da corrupção. Corrupção que rima com vida fácil, ídolos da bola que ganha milhões sem nenhum esforço. Rima com trafico, e políticos que sabe que o que brasileiro gosta e discute é futebol.

E lá vamos nós de novo cantar o Hino Nacional porque é copa. E é no auge da paixão nacional que os partidos definem seus candidatos.

Terminada a euforia, ou de ter “ganhado”, ou da justificação pelo fracasso (isso é o de ultimamente no quesito seleção), está-se ás portas de se eleger os deputados, governadores, senadores e presidente. Votar em quem? – Ah! Em quem o compadre malandro e bajulador aqui da minha cidade, disser que devo votar.

Torcer para futebol é melhor que analisar a realidade. Deixar a fantasia para um ídolo de futebol é melhor que eu mesmo assumir as rédeas das minhas vitórias.

Assim, fica mais fácil para os atleticanos, palmeirenses, corintianos, cruzeirenses etc, justificarem a derrota de seus times.

Como diz o Vaqueiro José da Silva, personagem de Saulo Laranjeira: “Assunta Brasili”.


O São João do Cedro

24 de Junho de 2021

Vinte e Três de junho, vésperas de São João, entrada na noite de São João, antes do sol se pôr na casa da Vó Lica, o Vô Tonho, metódico que só, escolhia o bambu mais reto possível, preparava-o deixando algumas pontas para ser enfeitado de limões verdes e maduros, cipó-são-joão com suas flores laranja cor de fogo. Enrolado ao bambu que se tornava um belo mastro enfeitado para sustentar a imagem do padroeiro: São João Batista.

No povoado, nesta mesma hora, os foguetes anunciavam que aquela casa acabara de erguer seu mastro. No povoado com 35 casas e 115 moradores em média, era fácil saber quem havia levantado o mastro pela direção dos fogos. Assim se prolongava até que o ultimo fosse levantado.

O dia era puxado, a lenha já estava amontoada em algum mato. O carro-de-bois pronto, e lá vinham os carreiros, tio Zé Muriço (Maurício) casado com a tia ”Ção” (Conceição), irmã do meu bisavô José de Souza, e seus filhos, tio Tonho casado com a Tia Bela irmã do Papai (Bento), Quinha e o Vitor, Tião Veronca (Verônica), Marlei, Boliva (Bolivar), Pedrinho da Ilídia do Pedro Veronca (Verônica), tio Joel (irmão da vó Naná), e tantos outros vem na memória. Corta no machado para montar a fogueira que tinha que fazer fogo bom e durar bastante.

Na semana antecedente as quitandas já haviam sido preparadas pelas mulheres. Forno a lenha assando broas de fubá, broas de pau-a-pique enroladas em folhas de bananeira (comuns e as com sabor de amendoim), broinhas de amendoim cobertas de açúcar, bolos diversos, biscoito de polvilho, e ele, o Rei do São João do Cedro: Pudim de batata-doce – não pense no pudim tradicional, pense no bom-bocado português (desconheço essa receita em outros lugares), tinha também o mesmo de mandioca. Uma iguaria que nem todos sabiam preparar, errar no ponto o deixava duro feito um tijolo, acertado: uma delícia procurada nas peneiras forradas com tolhas, cheias dessas comidas. O café quente era feito na hora por um pelotão de mulheres que falavam todas ao mesmo tempo, mas davam conta do recado. A bisavó Dolores, Tia Maria, irmã da vó Naná, Fia da Lázara do Otávio, Cida do Nésio, Tia Lódia (Leodina) irmão do vô Zé, tia Lúcia e tia Hosana irmãs da Mamãe (Maria Celestina), Maria do Nelson, tia Elza do tio Chiquito, a tia Mariínha do tio Zé Eugênio, Nirde (Vanilde), Didi (Antônia), tia Nega, Vera do Marlei, Gilda do Geninho, tia Marta, Nenzinha do Nonô, e a quituteira de fina qualidade, tia Jovem do tio Joaquim, irmã do bisavô José de Souza, e suas filhas, Dinha Lia e Madalena, Maria do João Eugênio, Luzia do Airto, e tantas empenhadas nessa festa maravilhosa.

Na hora de pegar o café, era torcer para acertar o bule, já que eram várias as mãos, tinha café de todo jeito. Nós queríamos aqueles docinhos. Terminada a reza do terço já vinham as xicaras, o café, e as peneiras de quitandas. Cessava a correria do pique-pega e tantas brincadeiras, hora de comer. E lá vinham os mais espontâneos para ajudar a servir. Desses não poderia esquecer, tio Jarme (Djalma) irmão do meu avô Zé, Tio Geraldo Lino, irmão da vô Lica, Nésio, Marlei, Tio Toninho irmão do Papai (Zé Bento), e tantos outros na arte de servir com alegria.

Alguns, além de dar a festa, preparavam também a dança. O baile era responsabilidade do dono da casa, o vô Tonho não gostava muito, mas me lembro de quando tinha fogueira com dança, terminando a comilança já entrava o sanfoneiro, e a poeira levantava. Tínhamos o orgulho e privilégio de termos o maior sanfoneiro da região: Dirceu de Oliveira, o Guri Sanfoneiro, que era filho do Cedro. Contávamos também com a “Oito-baixos” do Paulo do Otávio, a zabumba do tio Tião, irmão do Vô Zé, violão do Vitor Muriço, e um exímio violonista, tio Lázaro Souza, irmão do bisavô José de Souza, Cavaquinho do Quinha e Tio Geraldo Lino e o pandeiro do Vandi da tia Lódia. Tempo bom, onde festejar rimava com respeito, tradição e fé.

Talvez você esteja se perguntando, e as pamonhas, milho verde, a pipoca, a canjica, o quentão? Esse era o São João do Cedro, meu pedacinho de céu.

Município de Nepomuceno, Sul de Minas Gerais, Cedro fica à margem esquerda do Rio Grande que nasce no Alto do Mirantão na serra da Mantiqueira em Bocaina de Minas que desse banhando vários municípios históricos, engolindo outros rios menores, AiuruocaLourenço Velhodas Mortes. Estamos abaixo da barragem do funil, já represa de furnas, acima do desague do Rio Jacaré do lado direito, limite de município com Cana Verde e Campo Belo, e de região: Centro Oeste.

Diferente do São João do Nordeste, do São João da Cidade. O meu Cedro era um mundo. É de lá que eu saí. É lá que estão minhas raízes, a minha memória. É lá que me deu o tempero para ser quem Sou.

Se você leu até aqui, obrigado, e agora conhece um pouquinho da Geografia, Cultura, História e Culinária de um povo que mistura sua existência com a povoação de uma região pioneira, tricentenária do Universo chamado Minas Gerais.

Obs.: Os nomes citados é uma forma de homenagem, porém todo aquele que tem suas raízes aí, sintam-se igualmente homenageados, pois antes e depois destes nomes, tem muita gente que amo e quero bem.


Clareza na Oração

20 de maio de 2021

Hoje gostaria de tratar de um assunto para os católicos e cristãos de maneira geral. A questão das orações ocultistas, ou genéricas chamadas de ecumênicas por alguns.

Pois bem, antes é preciso entender que o tema da metafísica, ou da transcendência só diz respeito aos crentes, por isso, vale os argumentos que utilizarei.

A palavra tem força e poder. Por isso, os Sacramentos Cristãos, se dão através da Matéria e Forma, ou Fórmula. A matéria que torna palpável e visível a Graça de Deus e a forma, ou fórmula, que são as palavras que veem carregadas da intenção. Haja vista, ao realizar um sacramento, quem o faz, deve fazê-lo de forma consciente, caso contrário não terá validade.

Vou usar o exemplo do Sacramento do Batismo, que tem como matéria principal a água – não importa a quantidade –, e a forma as palavras: “João, eu te batizo em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Sem a matéria ou se for alterado qualquer palavra dessa fórmula, o Sacramento não se concretiza.

Pois bem, usado o exemplo acima, afirmo de maneira geral que a palavra tem valor e importância em todos os âmbitos. Num tribunal, no meio jurídico o uso dela é ferramenta de trabalho de quem ali atua. Dos professores, principalmente os de línguas. Os jornalistas, (esses, ultimamente, se as matérias redigidas fossem sacramentos, seriam todos nulos), contudo a palavra é sua ferramenta de trabalho. Assim de forma bem simples, destaco o poder que a palavra tem e a necessidade de sua inteireza.

A questão das orações, diria que se deve fugir de orações bonitas, porém indefinidas. A não ser que as estejam fazendo de maneira “improvisada”, mas mesmo assim, há de se tomar cuidado, senão vão cometer os atos daquela famosa piada do sonolento tentando orar antes de dormir: “Deus abençoe o senhor, em nome de mim…”, e erroneamente acreditar que seja inspiração do Espírito Santo.

Toda oração cristã, para que seja autêntica ela traz no seu corpo, ou em sua conclusão características que a confirma como sendo daquele credo professado. Quem à compôs ou quem a profere, deveria expressar a intenção de, a quem ela está sendo dirigida.

Segue algumas das conclusões que temos e que certificam essa identidade cristã segundo o dogma Trinitário – Deus é Pai, e Filho e Espírito Santo, Três Pessoas em um só Deus:

– Conclusão de uma oração dirigida a Deus Pai: “… Isso vós pedimos, por Cristo nosso Senhor. Amém”; ou “… Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

– Conclusão de uma oração dirigida ao Filho: “…Vós que sois Deus, com o Pai e Espírito Santo. Amém”.

E se evangélicos, costuma-se dizer: “Em Nome de Jesus”.

Para quem diz, “ora, tanto faz, rezando a Deus é o que importa”, vou dar alguns exemplos, do porque não faz sentido o obscurantismo na oração, formulando uma aleatoriamente apenas para esse exame.

Um modelo genérico e abrangente, que pode ser utilizada por qualquer pessoa de qualquer profissão religiosa:

Deus nosso Pai, todo amor e bondade, nós vos pedimos pelos doentes, pelos que sofrem, pela paz no mundo. Sendo Vós o todo poderoso, sabeis tudo o que necessitamos, e assim, confiantes em Vossa bondade, vos entregamos nossa vida e o nosso coração. Amém.

A mesma oração, com os critérios da fé cristã:

Deus Pai, todo amor e bondade, nós vos pedimos pelos doentes, pelos que sofrem, pela paz no mundo. Sendo Vós o todo poderoso, sabeis tudo o que necessitamos, e assim, confiantes em Vossa bondade, vos entregamos nossa vida e o nosso coração. Isso  vos pedimos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que Convosco Vive e Reina para sempre. Amém.

Analisando a oração, “Deus nosso Pai…” que deus? Qual deus? É o mesmo que eu invoco? Ou quem o fez está clamando por deus com outros “atributos”?

– Ah! Mas deus é deus, tanto faz.

Ou ainda: – mas está clamando por bondade, por amor, não pode ser ruim.

Lembre-se do poder da palavra e da intenção , pois eu poderia invocar a bondade e o amor de um deus que não condiz com o Deus que a minha fé proclama. E se esse deus pai de bondade, se tratar de lúcifer, ou satanás na intenção de quem a compôs? Quem o segue, o segue para obter favores, e mesmo que seja satanás, ninguém vai pedir desgraça para si ou para os seus, ele vai pedir isso, talvez, para os inimigos. E o seguidor de um deus estranho ao da sua fé, acredita (ACREDITAR) que ele possa trazer paz. Enfim, para o crente a intenção deve ser levada a sério, visto que tratamos da crença e da fé no transcendente.

E o amém é a confirmação, significa assim seja. A conclusão é o que vai direcioná-la ao Deus alvo da sua fé.

Assim, quando você, cristão, – um religioso, não cristão, também deve fazer essa análise, se a oração condiz com o que professa, em respeito a ela, e a fé do outro. Respeito é aceitar a diversidade e não querer unir como uma só coisa -, deve ver e ouvir, prestar atenção às PALAVRAS, elas têm poder, e quem as compôs, deve ter tido a sua intenção. E você irá utilizar da força invocada por outro, que teria outra intenção que não condiz com a sua fé.

Aqui gostaria de fazer um adendo, não se trata de discriminar essa ou aquela religião, e nem estou dizendo que essa seja melhor ou pior que aquela, mas de se ter coerência e respeito para com o credo que se professa.

E cada religião que haja com a sua maneira de ensinar, desde que seja clara e sincera com o que se ensina e professa. O obscurantismo é sempre ruim. Nunca é bom, nem na oração, aliás, muito menos na oração.


Técnicas de Dominação

 17 de abril de 2021.

A narrativa, sobre fechar as igrejas nem sempre tem a ver com a Fé, propriamente dita. A questão é a essência.

Vejo narrativas sem nenhuma capacidade racional, ou o mínimo de análise, filosófico ou teológico, citando trechos da bíblia para justificar, e até mesmo com ataque de que a preocupação é o dízimo ao invés da vida. Esses são os defensores do fecha tudo.

Todo ser humano necessita de símbolos, aprendemos com a antropologia.

Em todas as grandes religiões o símbolo máximo é o templo. Haja Vista na história, todas as vezes que um povo foi invadido por outros, duas coisas lhes foram destruídas: templo, símbolo, além da Fé, da unidade, e bibliotecas.

Para se dominar um povo, ou alguém, tira-lhes a memória e o conhecimento. Dispersar é o que enfraquece. Aliás, só ver a história dos hebreus que tiveram seu templo destruído por três vezes. Em 586 a. C por Nabucodonosor II (Dan, 1; 2Reis, 25; 2Crônicas,36 e Jeremias, 52), pelos Romanos, sob comandante Tito, imperador Vespasiano em 70 d. C e definitivamente 135 d. C pelo imperador Adriano. Isso não era birrinhas ou maldadezinha dos povos invasores, ou porque estavam preocupados com a Fé daquele povo, mas era muito maior, era e é tática de dominação.

Assim, impedir de ir ao templo, à escola, não tem nada a ver com fé ou preocupação com saúde. Muito menos quem defende, está preocupado com dízimo. No popular, o buraco é mais embaixo.

Mas esperar que a massa de manobra da esquerda entenda isso, é pedir demais.


Ah! A Democracia.

16 de março de 2021.

Você acredita em Democracia? Aliás, sabe o que é democracia? Na cultura grega se tratava de uma forma de governo. Δημοκρατία. É a junção de duas palavras: δῆμος (demos ou “povo”) e κράτος (kratos ou “poder”). Logo, governo do povo.

Porém, lá na Grécia, era um regime onde todo “cidadão” participava, direta ou indiretamente, por meio de representantes, da organização e administração das cidades. No entanto, lá na Grécia “cidadão” era quem tinha capacidade para tal. Aqui nos nossos tempos diz-se que somos democracia. Analise, pesquise e veja se de fato o somos. Somos obrigados a eleger quem não conhecemos. Escolher entre os mesmos que fazem as regras gerais. Eleitos, passam a serem servidos de acordo com seus desmandos.

Aqui, chegamos a uma situação onde vivemos sob uma ditadura sem precedentes. Escolheram, dentro das regras, pessoas que não escolhemos enquanto povo, para usar e abusar do poder.

Um Supremo Tribunal Federal que não escolhemos que ousam acusar alguns de atos antidemocráticos por exercerem o seu direito de democracia.  Enquanto que antidemocrático são esses, estarem à frente de onde o povo não os colocou.

Mas aqueles que foram escolhidos democraticamente pelo voto, o fizeram. No entanto, o fizeram para que suas estruturas ditatoriais permanecessem disfarçadas de democracia.

Algo está errado. E muito errado. Está na hora do povo, senhor do poder, exercer sua DEMOCRACIA de fato. Agora, você sabe o que é democracia? Você acredita em Democracia? Esse você, é àquele que se faz útil às ideologias de esquerda, com a roupagem de inclusivos, e guardiões da democracia, mas que na prática até aqui, afundou o país na miséria da subserviência. Então, sabe o que é democracia?

Sem medo de errar: são incapazes e deixam se fazer de “idiotas” (atentar ao real significado de idiota) úteis da esquerda ditadora que tem como Modus Operandi a desconstrução, a mentira e a enganação. Acorda e não seja cavalo de batalha desse grande mal do mundo: SOCIALISMO.


A Fala do Presidente

Ano de 2020

Toda verdade incomoda. Porém, me deixa muito apreensivo é a coletividade aceitar as análises impostas por aqueles de más intensões. Se a verdade incomoda por ser direta e as pessoas não admitem, imagina interpretada de forma errada!

Foi assim que toda essa trama de politização iniciou. Por não gostar do maquinista, querem descarrilhar o trem. No entanto a fala do presidente se consolidam cada vez mais como verdades. Falta vontade de entender. Haja vista que o destaque foi: “resfriadinho”, dito de si mesmo, mas as narrativas sufocaram os fatos.

A negação dos fatos, mais incapacidade da razão, e incapacidade de distinguir que interesses estão em jogo, levará sempre ao erro.

O que esperar se existem aqueles que acreditam em castigo divino ao mundo, por conta do carnaval brasileiro? Assim fica difícil.

Presidentes já disseram atrocidades. De fato atrocidades. A diferença era que se tratavam falácias “doces” ou que atenderam ao ego de um povo corrupto pela própria natureza.


Hipocrisia

 15 de abril de 2020.

Dizem que o CONSUMISMO é um grande mal, porém os ferrenhos defensores são incapazes de ficar sem mordomias proporcionadas por ele.

Sendo políticos a defender a “igualdade”, usam e abusam de leis e benefícios conhecido por todos.

E em outras áreas também, ha muita gente nas costas do povo com pretextos da profissão que exercem, não pagam nem a comida que comem, nem o transporte e nem internet ou telefone, tudo por conta do povão. Esses são os principais defensores do COMUNISMO. Ora, se se trata de igualdade, porque tem privilégios?

“Quem não trabalha, não deve comer”, já disse São Paulo em sua carta à Tessalônica. O problema está na falta de educação das pessoas. Pessoas bem formadas não consomem aos moldes dos medíocres. O exibicionismo, ostentação nunca vem daqueles que trabalham, mas dos adeptos da “vida fácil”, com muito ou com quase nada, desde que seja de graça.


Intelecto e Sabedoria

 11 dezembro 2018.

A intelectualidade excessiva, leva muitos ao isolamento a ponto de passarem pela vida, sem nunca experimentar uma gota de sabedoria.

As pesquisas, as teorias projetadas para além do tempo. Leituras e mais leituras, tudo bom, para os que vierem depois.

Sacrifício? Certamente, mas somente os sábios reconhecerão isso… Um dia. O intelectual “vaidoso” perde a vida sem saber que o faz.


Ego

 11 de janeiro de 2019.

A humildade é uma virtude, porém, a vaidade camuflada de humildade, é horrível. Aquele que simula, é naturalmente, um hipócrita.

Agora, dizer a verdade, sempre nos deixa estigmatizados. “Grosso, sem educação, etc”. Preferem a mentira acompanhada de um sorriso, que a verdade com dureza.

Diz o ditado que a verdade dói. E hoje a moda é: não sair da zona de conforto. “Não quero. Não me deixa feliz. Não gosto. Não me representa”. Meu… Eu… Eu … Eu … Ego sum – eu sou. Ego… Ego… Ego… Egoísmo. Ismo= muito. Ego=eu. Egoísmo= eu em excesso. Na contra mão: “Eu vim para ser servido”.


O que é a Música?

 20 de março de 2020.

 A música não é, e nem vai ser compreendida pela massa. Vão confundi-la com gosto. Ela é uma arte que está para além do gosto. Ela forma o Ser, o caráter e eleva o “espírito”. Eu gostar desse ou daquele estilo, não tem nada a ver com a cultura musical.

Muitos vão utilizar do dito popular: gosto não se discute, ou gosto é igual “nariz”, cada um tem o seu. Assim se justifica, um caipira como eu gostar de música clássica e de samba. Ou um caipira gostar de rock, jazz. Mas a música… É pra poucos.


Meu coração me mandou

(Parafraseando Amós: Am 7,14)

03 de outubro de 2013.

Eu não sou poeta e nem filho de poeta, mais o meu coração me mandou… me mandou assim como Javé – o Senhor -, mandou “meu amigo” Amós profetizar contra as ações de um povo.

Eu também denuncio, de certa forma. Mas o que e a quem? As coisas que há dentro do meu próprio coração. As angústias me inspiram, não por serem belas, mas porque me sufocam. Assim, poetar é a forma que meu coração encontrou para sair do sufoco.

Ele, meu coração, não só me obriga a falar do que o perturba, mas também de alegrias que por vezes o invade.

A motivação vem de longe, ou de perto. Meu pensamento busca onde a inspiração me envia, mesmo que lá encontre a voz da censura: Aqui já temos poeta, vá poetar em outro lugar; a estas vozes eu responderei: não sou poeta, mas meu coração me mandou.

Obs.: Do Livro Antologia 2016, Movimento Literário Saberes e Sabores de São Gonçalo do Sapucaí-MG


Será que Ainda dá Tempo?

7 de abril de 2021.

Há um ano escrevi o texto abaixo, e parece que em um ano, nada mudou. Ao contrário, algumas frases se fizeram profecias cumpridas.

A culpa é da população que permite ditadores tomarem o poder.

Olhar para a Venezuela e ver como é igual ao Brasil, é assustador. Enquanto Chavéz e Lula distribuíam dinheiro e benefícios, para o povo estava ótimo, achando que nunca chegaria a conta. E muitos se mantêm na ignorância e no egoísmo fazendo coro aos que defendem essa estrutura de morte que é a esquerda ideológica.

Mas, votemos ao referido texto…

Ainda dá Tempo

 7 de abril 2020.

O caos está instalado. O povo – do mais erudito, aos mais simples -, precisa acordar para a situação de manipulação política que virou o país.

Em nome da pandemia, a esquerda política liderada pelo PT, PSOL, PC do B, presidente da câmara, do senado e STF, criaram esse caos. Com isso os preços de mercadorias vão subir – lei da demanda, oferta e procura -, o povo ignorante de economia vai protestar, erroneamente contra os comerciantes.

Somado o desemprego, o povo massa de manobra, vai “panelar” contra o presidente (que apesar de estar fazendo o certo, não tem freios na língua), e a baderna só vai piorar.

Soltar criminosos ligados ao tráfico para assumirem o controle das comunidades e prender quem se impõe ao projeto diabólico, é fato.

É hora de começar a deixar o “umbigo” da sua bandeira e seu grupinho de lado. Quem é, no mínimo honesto, precisa parar de pensar em churrasco e cerveja, futebol, levar a sério “Big Brother”, para começar a estudar e entender a real situação e seriedade que estamos vivendo.

O caos está aí, mas ainda dá tempo de amenizar. Socialistas de plantão, ligados a igrejas, acordem para a realidade. Precisa – se urgentemente, ler a história e contextualiza – lá no tempo e no espaço. Parar de ler os fatos passados e influenciar os outros a ver o passado com o olhar de agora, usando a historia para aderir ao projeto comunista com uma bandeira ideológica esquerdista.

Ainda dá tempo.

Será… ?

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